Paróquia de São Vicente de Paulo

Curso Bíblico: Gênesis – 19ª Semana

PARÓQUIA DE SÃO VICENTE DE PAULO

3ª URGÊNCIA DA AÇÃO EVANGELIZADORA

IGREJA, LUGAR DE ANIMAÇÃO BÍBLICA E VIDA PASTORAL

ESTUDO BÍBLICO CAPÍTULO POR CAPÍTULO

 

Objetivo – Fazer com que as nossas comunidades leiam, conheçam e ponham em prática a palavra de Deus.

 

• Gênesis 24,33-67 – Folheto 19

 

•INTRODUÇÃO – Logo de início queremos fazer uma correção do folheto 19, em que publicamos a palavra Exodus. O correto é Êxodo. Dissemos também que as Bíblias Hebraica e Protestante têm sete livros a mais do que a Bíblia Católica. O correto é sete livros a menos. São eles: I e II Macabeus, Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico e Sabedoria. Pedimos desculpas aos nossos leitores e estudantes de Teologia Bíblica pelo erro de digitação.

 

Dando continuidade à explicação do folheto 18, na introdução sobre os livros bíblicos das bíblias: Católica, Hebraica e Protestante, ficaremos hoje com a Bíblia Hebraica.

 

A Bíblia Hebraica é formada por apenas 39 livros. E ela só possui o Antigo Testamento ou Primeiro Testamento. A divisão dela é formada por três partes com os nomes: Lei (Torá), Profetas (Nebiim) e Escritos (Ketubim).

 

Lei (Torá): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio

 

Profetas (Nebiim): divididas em:

 

Anteriores – Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis

 

Posteriores – Isaías, Jeremias, Ezequiel e os 12 profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

 

Escritos (Ketubim): Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e I e II Crônicas.

 

Reunindo a primeira letra de cada uma dessas partes, ou seja: Torá, Nebiim e ketubim, os judeus formaram a palavra TaNak, que designa a Bíblia Hebraica.

 

No folheto 20, daremos continuidade com a explicação da Bíblia Protestante.

 

• ESTUDO DO GÊNESIS 24,33-67 (leiam o texto) – O encontro e o casamento de Isaac e Rebeca.

 

Antes de estudarmos a segunda parte do capítulo 24,33-67, vale a pena destacar que essa história é interpretada por muitos estudiosos de uma maneira simbólica, de forma alegórica. Isso quer dizer que os elementos que ela contém nos fazem lembrar de uma outra história ainda mais importante.

 

Esses estudiosos compararam Isaac, com Jesus Cristo, Eliezer com o Espírito Santo e Rebeca com a Igreja. E assim como Isaac, Rebeca e Eliézer, Jesus, sendo noivo, espera pela Igreja, enquanto o Espírito Santo a prepara e qualifica para o futuro encontro, para o futuro casamento. São símbolos interessantes através dos quais podemos fazer aplicações espirituais, mas certamente quando estudamos e meditamos na narrativa que envolve as passagens, temos também lições importantes para a nossa vida.

 

Na sequência do texto encontramos a gentil recepção da família de Rebeca a Eliézer. Ela lhe ofereceu um jantar reconfortante, mas a sua reação foi surpreendente. O servo não queria comer antes de expor o seu propósito. Ele estava preocupado com a sua missão, e a comida não podia ser saboreada devidamente, senão depois que expusesse tudo claramente diante da família de Betuel.

 

A presença de Eliézer ali tinha uma finalidade específica e ele não podia descansar enquanto não cumprisse sua tarefa, veja o versículo 33. Então, conforme dizem os versículos de 34 a 48, o servo narrou de forma bem completa qual tinha sido a tarefa que Abraão lhe havia designado.

 

No versículo 49 depois de narrar tudo minuciosamente, Eliezer concluiu seu relato com as palavras deste versículo 49. Eliézer queria uma definição porque desejava cumprir plenamente esta etapa da sua missão. Ele queria saber se deveria continuar procurando ou se havia encontrado a noiva para Isaac.

 

Betuel e Labão, diante da narrativa de Eliézer, não tiveram dúvidas sobre quanto a mão de Deus estava em tudo aquilo; vejamos os versículos 50 e 51. De acordo com esse texto, a missão de Eliézer estava sendo bem sucedida, exatamente como acontece quando buscamos a vontade de Deus e andamos de acordo com a sua Palavra. Quando nos baseamos na Palavra de Deus sempre obtemos êxito.

 

No versículo 53, encontramos aqui o comportamento de Eliézer. Aprendemos através dessa narrativa que ao invés de nos gloriarmos devemos reconhecer as ações de Deus. Será que vemos sua mão em todos os momentos de sucesso? A gratidão a Deus e a alegria por aquilo que tem feito por nós deve nos levar a expressar isso em dádivas para o próximo.

 

No versículo 54, destaca-se a seriedade com que Eliézer cumpriu a sua missão. Só depois de tudo é que se sentaram para o jantar. Após o jantar estava na hora de voltar. Eliézer tinha pressa após ter obtido tanto sucesso na missão.

 

No versículo 55, Labão e a mãe da moça pediram para que a moça ficasse com eles alguns dias. Ora, por razões muito justas, Eliézer não aceita aquela sugestão. Disse que o Senhor Deus havia abençoado grandemente a sua viagem, encontrando aquela a quem viera buscar, e então, nada mais justo que retorne rapidamente para o seu senhor com a noiva de seu filho. Se Deus o tinha dirigido até aquele momento, então, queria completar com urgência a sua missão.

 

No versículo 56, meditamos que Deus tinha em Eliézer um instrumento eficiente para execução de seus propósitos. Ele foi diplomata e generoso, mas também firme, decidido e corajoso. A sua missão não podia ser prejudicada pela intervenção de ninguém.

 

Nos versículos 57 e 58, encontramos uma palavra decisiva Por isso e por todos os outros detalhes, Rebeca era, de fato, a noiva digna para Isaac. Ela era corajosa, decidida e romântica. Diante de todos os fatos percebeu que aquela era a vontade de Deus. Estava pronta para partir e estar ao lado de seu futuro esposo. Tinha o direito e a liberdade decidir e, então, dicidiu: “Irei”.

 

Nos versículos de 59 a 61, vemos que a partir desse momento uma longa caminhada foi iniciada. A viagem era em lombo de camelo, e isso era desconfortável. Mas certamente o tempo foi passando rapidamente enquanto Eliézer contava detalhes da vida de Isaac, para Rebeca. Provavelmente ela ficou sabendo sobre o seu nascimento milagroso e as dificuldades que tinham com Ismael. Certamente ouviu com muito interesse sobre a experiência no monte Moriá, quando ele foi oferecido por Abraão em holocausto a Deus.

 

Assim Rebeca foi reconhecendo que Isaac era parte de um plano especial do Senhor. E agora Deus tinha um plano para a vida dos dois. Eles seriam pais de muitas nações, seriam pais de multidões. O casamento deles não seria como outro

 

qualquer, mas estava ligado às promessas de Deus e a grandes acontecimentos futuros. Cada detalhe revestia-se de suma importância.

 

Os versículos de 62 a 65 mostram que já na terra de Canaã, a expectativa da moça chegou ao fim. Em um determinado momento ela viu um jovem, ao longe, e perguntou quem era ele. Eliézer respondeu que era Isaac. Ela desceu do camelo e se cobriu com o véu. Aquele era um momento emocionante para ela. Finalmente estava ali o jovem que havia dominado o seu pensamento e o coração durante os últimos dias.

 

Os últimos versículos do capítulo 24,66-67, mostram que a expectativa era grande, mas no seu interior Rebeca sabia que não iria desagradar a Isaac, pois era formosa, simpática, amigável,serviçal e tinha todos os pendores de uma esposa ideal. Além de tudo, Deus a tinha conduzido até ali. O texto não entra em detalhes sobre este encontro.

 

Realmente essa é uma história muito bonita, a qual podemos comparar, em uma leitura cristã, como encontro de Cristo com a sua Igreja.

 

A Igreja esteja devidamente preparada, que se apresente sem mácula, sem ruga, sem defeito, para que seja digna de um noivo como Cristo. Amém.

 

EXERCÍCIO

 

01. Como está dividida a Bíblia Hebraica? E coloque os seus respectivos livros.

 

02. O que significa a palavra Tanak ?

 

03. Com que os estudiosos da Bíblia comparam a história de amor de Isaac e Rebeca?

 

04. Qual era a preocupação de Eliézer?

 

05. De acordo com os versículos 50 e 51 qual foi a atitude de Batuel e Labão?

 

06. No versículo 53, o que tiramos de lição para nós?

 

07. De acordo com o versículo 56, o que Deus tinha para com Eliézer?

 

08. Ainda no versículo 56, quem foi Eliézer?

 

09. Qual o plano de Deus para Isaac e Rebeca?

 

10. Em uma leitura cristã de Gênesis 24, com que podemos comparar a união em Deus de Isaac e Rebeca?

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DE APROFUNDAMENTO

 

● Bíblia de Jerusalém

 

● Storniolo, Ivo – Balancin E., Como ler o Livro do Gênesis, São Paulo: Paulus 1991

 

● Bergant, D. – Karris.R, The Collegeville Bible Commentary.Minnesota: EUA - 1989

 

● Deisseler, Alfons., O Anúncio do Antigo Testamento, São Paulo: Paulus 1984

 

● Ravasi, Gianfranco., A narrativa do Céu – As histórias, as ideias e os personagens do Antigo Testamento, São Paulo: Paulinas 1999

 

● Bright, John., História de Israel, São Paulo: Paulus 2000

 

● Pierre, Grelet., Homme qui es tu ? Les onze premiers chapitres de la Génèse, Paris; Cerf 1973.

 

● Drolet, Gilles., Compredre l’Ancien Testament, Canadá 2006

 

● São Gerônimo., Antigo Testamento, São Paulo: Paulus 2011

 

● Anotações do Pe. Neto

 

ELABORAÇÃO – Pe. Raimundo Nonato de Oliveira Neto – Pároco da Paróquia de São Vicente de Paulo e Especialista em Teologia Bíblica pela Union Theological Seminary, Nova York– E.U.A - 1993 e pelo Centro Biblico Verbo – São Paulo – 2007 -2008.

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...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo...

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