Paróquia de São Vicente de Paulo

Décimo sexto domigno do tempo comum - 2016



Na liturgia da palavra deste domingo (Lucas 10,38-42), aparece um grande exemplo de espiritualidade: a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, as irmãs de Lázaro, na aldeia de Betânia. Marta desdobra-se em atenções, para oferecer uma refeição digna do grande hóspede. Maria, porém, sua irmã, se deixa ficar aos pés do mestre, para ouvir seus ensinamentos. Marta se dirige a Jesus, reclamando porque Maria não ajudava na preparação da comida. Ma Jesus deu uma resposta de altíssima sabedoria: “Marta, Marta, tu te inquietas e te preocupas e te preocupas com muitas coisas. Não são necessárias tantas coisas, e mesmo uma basta; Maria escolheu a melhor parte, e essa não lhe será tirada”. (Lc. 10,41-42). As duas irmãs foram muito atenciosas para com Jesus, que honrava sua casa fazendo-lhes uma visita. A diferença é que Marta se preocupou mais com o preparo da refeição o que, de, algum modo, era um pouco de vaidade de uma dona de casa, que gosta de ostentar competência nos pratos bem preparados. Maria honrou seu hóspede, reconhecendo a sabedoria cujos ensinamentos não podia perder. Uma honrou, oferecendo seus dons ao hóspede; outra, recebendo os dons que o hóspede lhe oferecia. É antiga na igreja a lição que os comentadores tiram do episódio, considerando Marta como símbolo dos religiosos de vida ativa, e Maria como símbolo dádiva contemplativa. A aplicação é legítima.

É uma grande virtude saber acolher os que vêm ter conosco. Uma das coisas que encantam o coração da gente é sermos bem recebidos. Isto torna extremamente simpáticos determinados povos e países. Aliás, os orientais normalmente se distinguem pela hospitalidade. É tão triste ser acolhido friamente! E por aí podemos perceber como temos o dever de acolher bem os outros. Ainda mais nos tempos de hoje, quando os problemas de relacionamento vão cada vez mais fechando as portas e os corações.

O ideal seria que ninguém jamais se sentisse estranho e pudesse ver em cada rosto o sorriso da amizade. E o ideal seria que cada um, onde quer que fosse, pudesse levar um coração amigo e um rosto sorridente. Seria maravilhosa uma sociedade na qual todas as portas se abrissem para todos, por serem todos hóspedes dignos de confiança, de amor e de respeito. Um pedaçinho do céu na terra! Na celebração de hoje, o senhor nos acolhe como hóspedes em sua casa, nos oferece a melhor parte: sua palavra e o Pão da vida, fazendo-nos experimentar a gratuidade de seu amor sem medidas e nos tornando capazes da acolhida, da ternura e solidariedade generosa concedida a todos de quem nos fazemos próximos e encontramos sua presença.

Pe. Raimundo Neto

Pároco de São Vicente

Mensagem

...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo...

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